Alaska Young

Nome: Alaska Young
Idade: 18 anos
Espécie: Bruxa/demónio
História: Nasci numa família rica aonde recebia todo o amor e atenção das pessoas. Era como se fosse a princesinha da família. Irónico porque foi durante apenas o meu primeiro ano de idade e eu nem sequer me lembro de receber amor daquela família. Tudo mudou quando ela chegou. A minha irmã mais nova, descendente de uma das bruxas mais poderosas, a perfeição. Tudo que antes foi meu passara a ser dela, até o título de filha. Comecei a sentir-me cada vez mais esquecida pela minha própria família, já nem me considerava uma Conard. As pessoas olhavam-me de lado, evitavam-me, tiravam as minhas fotos do album e eu nem sabia o porquê. Era só uma criança. Mas uma criança que começou a ganhar ódio desde muito cedo. Ódio pela minha irmã. Sentia uma escuridão dentro de mim e à noite comecei a receber visitas de uma mulher jovem de vestido branco e cabelos escuros compridos. Ela era muito parecida comigo. Ela disse-me que se chamava Mary e costumávamos ter conversas, mas os meus pais apanhavam-me a falar e a cantar sozinha no quarto para o canto da parede. Ninguém via a Mary e começaram a achar que estava doida quando viam os desenhos que fazia de mim e dela. Mas na verdade ela foi o ombro amigo que nunca tive. Cheguei até a arranjar planos de matar a minha irmã. Numa noite, a minha mãe apanhou-me a fazer a Harper levitar na cama enquanto dormia. Eu nem sabia o que estava a fazer, só tinha 9 anos. Só fazia o que a Mary me dizia. No dia seguinte a Harper desapareceu e a família inteira deitou as culpas em cima de mim. Puseram-me fora de casa quase aos pontapés, a chamar-me satânica e a mandar-me de volta para o Inferno. Foi aí que soube quem era a Mary. Enquanto a Harper descendeu de uma das bruxas mais poderosas, eu descendi de uma das bruxas com o maior poder de magia negra e demoníaca. A Bloody Mary. Passei então uns tempos a viver nas ruas. A única coisa que fazia era cantar para ganhar gorjetas e não morrer à fome. Semanas depois um casal encontrou-me a cantar no parque e adorou-me. Contei-lhes que não tinha casa e logo nesse dia eles acolheram-me. Deram-me imenso amor, atenção, foram a família que nunca tive. Os anos passaram-se e já nem me lembrava que era uma Conard. Uma nova Alaska tinha nascido, a Alaska Young. A Mary deixou de aparecer e eu já não me sentia na escuridão como dantes. Dediquei me completamente à música. Comecei a dar pequenos concertos na escola e a fazer covers para o YouTube e acabei em palcos com milhares de pessoas. Fiquei tão ligada à música, visto que agora era uma cantora famosa, que já nem me lembrava que era bruxa. Era como se todas as memórias más se tivessem apagado. Quando fiz 17 anos acordei num sítio completamente diferente. Explicaram-me que estava num colégio de seres sobrenaturais para onde tinha que ir quando fizesse 17 anos. Fiquei completamente chateada porque tinha uma família e carreira lá fora, mas lá acabei por me adaptar. Até ao ano seguinte. Uma dos novos alunos calhou de ser a minha querida irmã Harper. E a partir do momento em que a vi, as memórias da Alaska Conard voltaram todas, assim como a Mary, a escuridão e o meu lado de demónio. E desta vez vou fazer a Harper pagar por tudo. A ela e a todos que a rodeiam. Game on.