Caspar Sugg

Nome: Caspar Sugg
Idade: 17
Espécie: Enchanted Mirror
História:
A minha infância não foi das mais felizes. Era o renegado da escola, ninguém queria brincar comigo, deixavam-me sempre de lado o que levou a que eu começasse a ter uma depressão desde criança, e piorando quando eu atingi a puberdade. Mas tudo ficou um pesadelo quando vi a rapariga que tinha tido uma paixoneta desde a primária a suicidar-se, tinha eu 14 anos. A partir desse momento sons atormentavam-me, estava constantemente a ouvir o gatilho da arma quando ela o pressionou, a voz dela a dizer as suas últimas palavras, ela a soluçar de tanto chorar, era horrível, para não falar de quando eu fechava os olhos via imagens dela, da cabeça dela a explodir, literalmente, do sangue a espalhar-se para a sala, do sangue dela na minha roupa. Cada dia piorava, já nem conseguia dormir, por isso comecei a alucinar. Os meus pais decidiram que o melhor era ir para um centro de reabilitação, ou de uma forma mais direta, para um manicómio. Estava rodeado de pessoas com demência sinil, ainda pior era para dormir, eu tinha medo deles. E quando tentava dormir ouvia sempre alguém a gritar, por isso era me impossível. Tudo melhorou quando conheci uma rapariga que tinha entrado recentemente lá porque sofria de bipolaridade. Ao longo do tempo comecei a apaixonar-me com ela e acabamos por começar um relacionamento, mas um tempo depois a felicidade desapareceu quando eu tive uma alucinação devido ao excesso de sono e o excesso de comprimidos que me davam e vi um monstro, que parecia um lobisomem gigante, há minha frente, fugi até à cozinha e peguei numa faca, acabei por lhe espetar a faca no abdómen. Pensei que o meu pesadelo estava completo, mas tinha acabado de começar. Não era um lobisomem gigante mas sim a minha namorada, Alexa. Tive de ir a julgamento pelo homicídio dela, e acabei por ter sido internado num hospício. Ainda era pior que o outro lugar, e agora estava rodeado de criminosos. Queria acabar com a minha vida, porque de certeza que ia dar em louco naquela prisão de pessoas sinis. Fiz uma coleta de comprimidos fortes e tomei-os. Acabei por morrer de overdose. Pelo menos morri durante um pouco. Conseguiram salvar-me. Mas quando acordei sentia-me diferente, já não tinha alucinações, já não havia sons a atormentar-me na minha cabeça. Embora tivesse melhor continuava a querer acabar com a minha vida, arranjei uma navalha, e tentei dar um golpe profunda na vertical no meu pulso, mas para o meu espanto não estava a sangrar e a minha pele regenerava-se automaticamente. Pensei que estava a alucinar por isso fiz isso vezes sem conta, embora me estivesse a doer, continuava. Não conseguia, eu não sangrava. Fui à casa de banho lavar a cara, e quando olhei para o espelho foi como entrasse num grande corredor com memórias, do passado, do presente e do futuro. Mas não eram só memórias minhas, era de outras pessoas também. Pesquisei sobre isso quando as enfermeiras não me estavam a observar. Descobri que era um Enchanted Mirror, um ser sobrenatural que é passado de genética embora nem toda a gente consiga ativar o poder. Se treinasse poderia refletir-me em múltiplas figuras iguais a mim. Quando os médicos perceberam que os meus problemas de cabeça tinham acabado decidiram avisar os juízes, e voltaram a levar-me a julgamento. Queriam que eu fosse para a cadeia, já estava na carrinha para ir para uma das piores cadeias do mundo, quando a carrinha capotou. No dia seguinte acordei num colégio, não sabia onde estava nem o que era isto. Um total novo mundo para mim.